Desbravando o Sunset Park Lounge

Desbravando o Sunset Park Lounge

O NRT não é de ficar parado quando o assunto é comida e experimentou o Sunset Park Lounge & Food Trucks, instalado no Pina, bem próximo à extinta Pin Up. Ótima pedida para o pós-praia e para o momento light do fim de semana, o espaço se distingue, antes de tudo, por reunir tanto operações bem distintas entre si quanto opções bem diferentes no menu.

É claro, não “coube” (literalmente) provar pratos de todas as operações, mas marquei presença em grande parte. Para quem curte massas, a boa é o Bistrock Cuisine, onde o carro-chefe é nhoque de batata com espinafre ao molho de tomate e manjericão (R$ 24). Além do sabor incrível, o bom é que a chef não economiza no queijo parmesão ralado por cima do prato, que faz toda a diferença.

Na hora de se jogar no hambúrguer, não quis ignorar  o fato de dois trucks comercializarem a tão adorada iguaria – Parada Obrigatória e Boreste Burguer. Optei por um hambúrguer de lagosta ao molho de ervas do Boreste, a fim de inovar o paladar, e não me arrependi: sabor forte, burguer bem servido (150g de carne) e, ao mesmo tempo, não empacha. Essa opção pode ser adquirida por justos R$ 28,90. Além de molhos especiais, como de hibisco, a empresa comercializa burguer de salmão, camarão, polvo, siri e vários sabores de veganos.

Depois – sim, pode pasmar – ainda arranjei um espacinho antes da sobremesa. Coxinha de salmão com cream cheese da Dona Til foi a pedida, e super aprovada. Dá pra sentir super bem o sabor do peixe, e a combinação com o “creme X” é marcante.

Coxinha de salmão e cream cheese

Coxinha de salmão e cream cheese

Para finalizar, depois de muita dúvida entre sabores como Limão Siciliano, Amarula, Doce de Leite e outros tentadores, fiquei com pudim de Ovomaltine. Adoro comidas enjoativas etc e tal, mas a leveza e o fato de ser não enjoativo me cativou. Nota 10 para o Calda de Pudim, que vende diversos sabores pelo valor de R$ 8.

No Calda de Pudim, você monta o seu

No Calda de Pudim, você monta o seu


A verdade sobre as fast fashion

A verdade sobre as fast fashion

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“Eu não quero que ninguém vista nada que foi produzido por nosso sangue”, desabafou trabalhadora de Bangladesh

Assistindo ao documentário “The true cost”, no Netflix, vi que o mundo consome, hoje, 400% mais roupas do que 20 anos atrás. A notícia parece maravilhosa, afinal, pessoas de classe média têm acesso a todo item apresentado como tendência tão logo ele seja exibido nas passarelas. O boom das fast fashion foi crucial para essa mudança de hábito. Estamos na era da moda rápida e barata, como se tivéssemos adquirido super poderes para comprar muito, e sem culpa.

E a sensação de manter esse ciclo de acúmulo e descarte é a melhor possível, pois muitas vezes associamos nossa realização e felicidade à quantidade de coisas que levamos para casa.
Mas alguém precisa pagar a conta para que o segmento nos dê tamanho privilégio e, ainda assim, renda trilhões de dólares a um pequeno grupo de magnatas. O documentário mostra que a moda, segunda indústria mais poluente do mundo (perde apenas para o setor petroleiro) e a que mais utiliza mão de obra na Terra, mantém, com diárias de $ 2, milhares de pessoas numa jornada desumana de trabalho. É escravidão escancarada, de cortar o coração, de doer a alma.
O filme é de 2015. Não estou falando de nenhum lançamento. Também já tinha lido sobre o mercado sujo que sustenta seu império explorando pessoas extremamente pobres, a maioria da Índia e da China. No entanto, precisava compartilhar com os fashionistas e consumistas que se orgulham das pechinchas encontradas nas fast fashion sem saber ou se importar com o verdadeiro custo do seu jeans baratinho.

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Jovem, vítima de acidente de trabalho era funcionária de uma das maiores fast fashion do mundo


Assista ao trailer:


Extensão de cílios: testei a aprovei

Extensão de cílios: testei a aprovei

Apesar da febre entre as celebs, sempre ouvi que extensão de cílios provavelmente faria com que meus cílios naturais caíssem e que a manutenção seria trabalhosa. Curiosa que sou, aceitei o convite da franquia holandesa Fabelash no Recife para experimentar o trabalho das meninas, que estão sob supervisão da entendida empresária Rachel Gouveia.

Antes de tudo, vale lembrar que já demos uma ideia de como se dá o procedimento: fios de seda são colados, um a um, junto aos naturais. Mas a minha teimosia agora era saber se a duração de fato é garantida e se é possível conviver “de boa” com os novos cílios.

Não sei se pelo fato de ter tido bastante cautela para esfregar os olhos ou por ter evitado encostar produtos como adstringente e demaquilante (optei por lavá-los apenas com o Johnson’s Baby amarelinho), mas faz duas semanas que fiz a aplicação e o material está quase intacto. Fui alertada pelas profissionais de que poderia haver queda de algumas unidades nos primeiros dias, mas isso não ocorreu – rolou apenas duas depois, e de forma bem sutil.

Outra coisa importante: você precisa escolher o tipo de fio que caia bem em você. No meu caso, preferi cílios menos pretos e cheios, para soar mais natural, passando a impressão apenas de que passei um rímel e saí de casa.

Resultado: Fabelash devidamente aprovado e indicado para as amigas. Lembrando que, feita a aplicação, não pode coçar nem puxar! E outra: o procedimento não é indicado para quem tem alergia a látex, rinite ou alergia afim, para não inflamar a pálpebra.

O precinho: R$ 120, com 25% de desconto para pagamento em espécie, isto é, R$ 90.


Um olhar sobre Rihanna no Rock in Rio

Um olhar sobre Rihanna no Rock in Rio

Por Thiago Soares, professor da graduação e da pós (mestrado e doutorado) em Comunicação da UFPE, pesquisador de música pop, DJ e viajante

O que ainda me motiva em Rihanna é como ela segue problematizando o lugar da “diva pop”, do show cênico, narrativo, das trocas de roupa, das coreografias. No Rock in Rio, Rihanna se despiu dos cenários, de figurinos “marcados” (vestidão no bloco acústico, shortinho quando sensual, etc., já no evento em 2013 foi assim), fazendo espetáculos pop centrados na música, no peso dos arranjos, na violência da sua adesão às canções.

Fiquei incomodado com os hitões virem “picotados” apenas para constarem (na volta pra casa ainda ouvi fãs putos porque ela não cantou “Please Don’t Stop the Music”, mas no pacto proposto pelo show, de colocar TODOS os hits, é notório que se reclame, porque parece que ela “esqueceu”).

Porém havia algo na performance dela (a voz embargada em “Stay”, um riso desconcertado em “Diamonds”, uma alegria infantil em “Umbrella”) que parecia dizer “eu me faço presente”. Adorei a recusa aos backdrops (os vídeos de fundo), a roupa oversized e vi muito de Kanye West em tudo isso.

Sobre as espumas cênicas “caindo” no palco, me parece, estamos vivendo camadas do que Björk propôs como artefato cênico de show pop – e que figuras interessantíssimas como Sia, Iammaiwhoami, Miley Cyrus, etc vêm problematizando também. E não tem experiência mais bacana do que de ser afetado pela música no meio do show, entre celulares, telões, mãos – sons e imagens.


Food trucks, gourmetização e mimimi

Food trucks, gourmetização e mimimi

* Por Anna Terra, especialista em planejamento digital e titular do blog Ideias de fim de semana

Muito já se falou, se reclamou, se julgou, se criticou e se curtiu sobre a tal ~onda gourmet~ que, assim como a tal rede mundial de computadores, parece que chegou para ficar. Mas é que volta e meia a onda quebra mais forte e dá vontade de também dar meu pitaco sobre o assunto. Mas é só uma pequena porção da minha opinião, que eu tô servindo aqui com notas de bergamota acompanhada de um pouco de pimenta, claro.

Primeiro que eu não entendo porque as pessoas reclamam da tal ~gourmetização~ das coisas. Pra mim, essa tal onda nada mais é do que a gastronomia ganhando mais espaço, sem tirar o bom e velho pão com ovo do cardápio. Eu sou do tipo que gosta de comer. Como muito e gosto de comer bem. Gosto de experimentar, conhecer misturas e tentar um ingrediente novo de vez em quando. Descobrir sabores é um prazer sem igual, eu acho. Isso pra mim é o trunfo da boa comida, misturar as coisas e fazer com que elas deem certo. E se isso incluir a reinvenção de um prato tradicional, conhecido, qual é o problema? Se for pra somar, colega, chega mais.

Eu, por exemplo, sou apaixonada por cachorro quente, é meu junk food preferido de todos os tempos do mundo mundial. Sou dessas que sai de casa só pra comer aquele cachorro quente de rua, que causa medo nos estômagos mais sensíveis, sabe? Pronto.

“Aí chega um tal de food truck arrumadinho, bota um pão de beterraba com gergelim, um gorgonzola ou cream cheese, troca minha batata palha por crocante de parmesão, espalha lá uns pedaços de bacon ou até o tal chucrute e serve com queijo muçarela maçaricado, numa caixinha de papelão organizada  cobrando a bagatela de quase 20 reais. “

Agora vem a pergunta: por que isso ofendeu algumas pessoas?

O cachorro quente da barraquinha continua lá, com seus 2 conto e sabor inigualável de perigo. Mas se você acha ruim que ele seja reinventado com novas formas, ingredientes e temperos que podem deixar ele mega power delicioso, me desculpe, mas eu não consigo digerir o seu conservadorismo gastronômico. E se o problema for o preço, só posso dizer que ninguém é obrigado a pagar caro por comida. Paga quem quer e quem pode. Sempre teve feijoada de 5 reais e de 50.

Eu mesma sou uma entusiasta da gourmetização. Dos sabores, das formas, de tudo. Quero mais é pizza no palito e brownie no copo bombando por aí, porque quem gosta de comer não pode gostar de rotina, se não fica tudo muito feijão com arroz. Vamos abrir as portas, e a boca, para essa “revolução”. Se for pra ficar bom, que venha. Porque o tal do cachorro quente gourmet é uma delícia. Paletas mexicanas são uma delícia. Café com sei-que-lá gourmet é uma delícia. Pra mim, claro, porque gosto é que nem… Bem, vc sabem.

“E aí que não bastasse essa galera chegar colocando dijon no meu ovo mexido, ainda aparecem querendo chamar carrinho de comida de ~food truck~ pra garantir que é hype e gourmet até no nome.”

Eu não sei se só eu achei que as pessoas se revoltaram sobre isso, ou talvez eu não tenha entendido a piada. Mas é que pra mim é tão sem sentido isso. A gente tem bistrô, cantina, café bar, taberna e os coitados dos food trucks tão recebendo uma carga só porque estão na crista dessa onda gourmet. Tem coisa mais massa que um carro que leve comida boa pra onde quiser ir? Eu acho sensacional. O comer fora ganhou outro sentido. E eu acho, inclusive, que os food trucks são a desmistificação da alta gastronomia, porque mostram que comida boa não precisa estar enfurnada em grandes restaurantes de grife, e podem sim estar andando por aí, parando em qualquer esquina. Então quem vem me dizer que isso é elitizar a comida de rua, eu acho justamente o contrário.

Aí reclamam do gourmet, aí reclamam que é food truck, aí reclamam que é caro, aí reclamam que é isso, que é aquilo. Oh gente, esse mimimi todo tá meio sem sal, tá não? Tem certeza que essa cara feia aí não é fome? 😛 No fim das contas eu vou torcer mesmo é que essa onda passe, e os peixes fiquem. E que ~food trucks~ sejam vistos por aí como qualquer barraca de água de coco, que as comidas ~gourmet~ estejam mais na mesa do que no Instagram e que o preconceito seja digerido e, bem, depois vocês sabem o que ele vira.

Ah, e lembrando que essa é só minha humilde opinião. E que, assim como o sorvete italiano e avelã com pipoca de caramelo, ninguém é obrigado a engolir. Mas, se você quiser dividir comigo o seu sabor e me dizer o que faz essa conversa ficar mais gostosa, a mesa tá aberta. Vamos trocar essa ideia? 🙂


Quem manda é o cliente?

Quem manda é o cliente?

* Por Marcus Mendes, publicitário e coordenador digital

“‘Quem manda é o cliente’ é frase para o dono de uma padaria, não de uma agência.”

Não acompanho Mad Men, então não sei se realmente foi o protagonista da série quem disse tal frase, mas é comum ouvi-la sendo proferida por publicitários por aí, como num protesto contra supostos donos de agências que se rendem a todos os pedidos esdrúxulos de clientes.

Meu pai teve uma padaria quando eu era moleque, e eu a frequentava bastante, durante o vasto tempo ocioso que tinha, sempre na expectativa de comer as diversas gulodices que lá eram vendidas. Em todo esse período, eu nunca vi sequer um cliente sugerir que se colocasse mais farinha em seu pão ou que o tempo que ele passava no forno fosse maior.

Nunca vi o cliente devolver um pão pedindo para corrigirem qualquer suposta imperfeição que não o apetecesse. Nunca vi, também, um cliente vir dizer que viu um determinado pão em outro estabelecimento e que gostaria que começássemos a vendê-lo. Nunca!

O processo de produção do pão, o produto final e chave de uma padaria, se mantinham incólumes, os clientes aceitavam os pães que lhes eram entregues ou, se insatisfeitos com a qualidade, procuravam outra padaria. No entanto, aceitavam que não tinham como contribuir com o processo de fabricação, pois as pessoas que estavam responsáveis por isso tinham maior expertise nisso do que elas.

Portanto, hipotético Don Draper, deixemos as coitadas das padarias em paz. Enquanto não houver uma reformulação maior na maneira em que a publicidade é feita, e começarem a enxergar que o trabalho não é feito arbitrariamente, “quem manda é o cliente” continuará sendo, sim, frase para dono de agência.


8 razões para amar Rihanna

8 razões para amar Rihanna

Quem bem me conhece sabe que nunca fui de viajar em música pop. Porém, depois de me “deparar” com a singular figura que é RiRi, confesso que adentrei um pouco mais no estilo e, principalmente, nos passos, nas músicas e nas “causadas” da musa de Barbados. Com o início do NRT, foi inevitável pensar em uma pauta que sintetizasse os porquês de contemplá-la. E aqui listo algumas das dezenas de motivos:

1 – A bicha, além de cantora, é compositora, designer de moda e modelo, além de outros papéis, e desempenha tudo com primazia;

Rihanna já recebeu prêmio de ícone fashion no CFDA Fashion Awards (Fotos: Reprodução)

Rihanna já recebeu prêmio de ícone fashion no CFDA Fashion Awards (Fotos: Reprodução)

2 – Ao vir ao Brasil dar pinta na última Copa do Mundo, fez fotos maravilhosas, como a inesquecível na Praia da Urca à noite, e causou ao recusar selfie com Anitta;

Ela pareceu bem à vontade no Rio (Fotos: Reprodução)

Ela pareceu bem à vontade no Rio (Fotos: Reprodução)

Com a bandeira do Brasil pintada no pescoço (Foto: Gabriel Bouys/Reprodução)

Com a bandeira do Brasil pintada no pescoço (Foto: Gabriel Bouys/Reprodução)

3 – Sou suspeita para falar, mas ainda estão para criar hit com melhor batida que “Man down” (2010).

4 – Entre os ex-peguetes, Leonardo Di Caprio;

Rihanna & Leo (Foto: Reprodução)

Rihanna & Leo (Foto: Reprodução)

5 – Embora digam por aí que rolou arrependimento, ela foi corajosa o suficiente para fazer uma de suas tattoos com uma tribo Maori, em um período em que esteve dando rolê pela Nova Zelândia. Assista:

7 – E o recente fora dado em Kendall Jenner, como lidar?

:O

:O

7 – Pelo que se vê, sempre pronta para o esquema “good weed & white wine”.  Ela não parece ser gente como a gente?

Rihanna e Snopp Dog fazendo fumaça (Foto: Reprodução)

Rihanna e Snopp Dog fazendo fumaça (Foto: Reprodução)

8 – Para finalizar, muitas palmas para o recém-lançado clipe “Bitch better have my money”!